Um jogador de linha marca o placar no próprio Apple Watch

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No futebol amador o placar fica com quem aceitou não jogar. Em geral é uma pessoa na lateral com o celular: conta os gols, lembra das assistências e em algum momento do segundo tempo descobre que ninguém anotou os últimos vinte minutos. Ou ninguém conta nada, e uma hora depois o grupo abre com «não era 4:3?».

Os dois caminhos são ruins. No primeiro você pagou o campo e ficou de fora. No segundo o jogo não tem resultado, e um mês depois também não tem história.

Marcar o placar com um Apple Watch: um jogador de colete vermelho dita um gol para o relógio enquanto o jogo segue e seu time volta para o próprio campo

O relógio resolve exatamente essa bifurcação: quem conta pode ser quem joga. O celular fica na mochila, as mãos ficam livres, e o pulso vai junto de qualquer jeito.

Como o placar é marcado na prática

Quatro jeitos, e os quatro quebram num ponto previsível.

De cabeça. Funciona nos primeiros vinte minutos. Depois todo mundo lembra do placar e ninguém lembra quem fez o terceiro, e a discussão dura mais que a jogada. Das assistências ninguém lembra nunca.

Uma pessoa com o celular. O método mais exato e o mais caro: ela fica na lateral em vez de jogar. Entram nove em vez de dez, e isso dura exatamente até a semana em que ela enjoa.

Anotações no celular no intervalo. O celular está na mochila e a mochila está no alambrado. Até você chegar lá, metade dos detalhes evaporou. No terceiro jogo as anotações dizem «4:3, todo mundo marcou».

Mensagens no grupo durante o jogo. Em campo não dá para digitar, então digita-se depois. Sai uma sequência de «2:1», «agora 3:1», «não, 3:2», da qual ninguém vai montar uma tabela.

Os quatro têm uma coisa em comum: registrar exige sair do jogo. Ou você joga e não conta, ou conta e não joga.

O que o app no relógio faz

O TeamUp Live transforma o relógio na súmula da partida. A tela mostra o placar e o cronômetro. Ela apaga como em qualquer relógio, mas o placar e o cronômetro também vivem em widgets no mostrador, e de lá um evento novo abre com um toque.

Um evento é registrado em passos: Add, tipo de evento, time, jogador, Confirm. Para um gol são cinco toques, e esse é o número honesto em vez de «um toque»: o app precisa saber quem marcou e para que lado, senão a estatística fica sem artilheiro e sem assistente. Isso é feito na reposição, enquanto todos voltam para o próprio campo, e não no momento do chute.

A interface do TeamUp Live no Apple Watch: um gol registrado passo a passo, o placar indo de 2:1 para 3:1 e o lançamento aparecendo na súmula da partida

Gravado no simulador do watchOS: o app de verdade e as telas de verdade.

O número no placar muda na hora, porque o resultado é calculado no próprio relógio a partir do registro de eventos, e não pedido a um servidor. Depois o lançamento viaja para o celular, e do celular para o servidor.

Por voz sai mais rápido, e é o único jeito de registrar algo sem parar. Aperte o microfone, diga «gol do Max, assistência do João», pronto. A gravação vai para o servidor, lá vira texto e depois é lida contra o seu elenco real: Max e João são ligados a jogadores, o gol e a assistência viram dois lançamentos, o placar se atualiza.

Um detalhe útil: os tipos de evento não são de futebol por natureza. São configurados por evento, então esportes por tempo, sets até N pontos, corrida até um objetivo e rodadas com juiz também cabem no pulso.

O que acontece quando o celular está no vestiário

Esse é o caso normal: celular na mochila, mochila no vestiário, jogo rolando. Nesse trecho o relógio trabalha sozinho.

Os registros do relógio podem esperar e sincronizar quando a conexão com o telefone voltar. Confira o contador de pendências. Notas de voz têm uma janela de processamento de seis horas. Um registro só fica disponível para o time depois de sincronizado.

Uma exceção que é mais honesto dizer de cara: o jogo precisa ser escolhido no celular antes de começar. A lista de eventos, os elencos e os acessos chegam ao relógio pelo celular; o relógio não escolhe nada sozinho.

O que o app deliberadamente não faz

O relógio não funciona sem iPhone. É um app companheiro: sem um celular pareado rodando o TeamUp Live, ele não recebe jogo, nem elenco, nem acesso. Um relógio sem par é inútil, mas o par só é necessário para quem escolheu o relógio.

Não é um toque por evento. Cinco para um gol, dois para iniciar o cronômetro ou trocar de período. Não vamos chamar isso de «um toque», porque você mesmo vai contar no primeiro jogo.

A voz não responde na hora. A nota de voz passa pelo iPhone emparelhado até o servidor. O tempo depende da conexão e do reconhecimento; não é imediato. Se a análise automática não resolver, a nota pode seguir para o assistente no chat vinculado. Sem um chat adequado, o processamento pode falhar. Confira jogador e evento: o reconhecimento pode errar.

Um gol do relógio não cria um placar no chat. Ele atualiza aquele que alguém já pediu. A narração ao vivo no chat atrasa alguns minutos e só existe em alguns modos de pontuação.

Não é um app de fitness, e não atrapalha um. O app mantém a súmula da partida: não inicia treino próprio, não lê batimentos e não pede dados de saúde. A vaga de treino do relógio continua livre, então comece o seu como sempre, no app que você usa: ele segue gravando em segundo plano enquanto a nossa súmula está na tela.

O que sobra depois do jogo

Os lançamentos do pulso são mais que o número no placar. Deles saem a narrativa minuto a minuto, a estatística por jogador e uma história de time que vive no chat do próprio time: por que o app do time é o grupo de mensagens dele. Seis meses depois, «quem marca mais aqui» deixa de ser questão de opinião.

A configuração cabe em uma tela: por onde começar. O app para iPhone e Apple Watch está na App Store e se chama TeamUp Live.

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